novo ano letivo 2019 01

A presidente do ISAVE – Instituto Superior de Saúde — destacou, hoje, dia 24 de setembro, cinco anos de progressão desta escola superior, num novo ano com quase o dobro de novos alunos do ano passado, mas o futuro passa pelo reforço da internacionalização, da investigação e integração na comunidade de Amares.

Mafalda Duarte falava na abertura da sessão solene do novo ano letivo, começando por agradecer o “brutal trabalho” da Associação de Estudantes (AEISAVE), na receção aos novos alunos para os integrar “numa forma de estar que é o espírito do ISAVE e que se diferencia de outras escolas”, bem como a presença do presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira.​

 

Com o crescimento de novos alunos e cursos, o ISAVE “está no limite dos limites da nossa capacidade”, sendo necessárias mais salas, mais laboratórios e reforçar a biblioteca para melhorar o apoio às novas licenciaturas, pós-graduações e a investigação do Centro de Investigação de Ciências de Saúde (CICS).​

Mafalda Duarte anunciou um novo ano com mais iniciativas de integração do ISAVE na comunidade de Amares (para “aproximar a ciência da população”), mais formação para docentes e alunos e reforçar o olhar da internacionalização e mobilidade através do ERASMUS, traduzida na presença de quatro estudantes de Enfermagem de Málaga e Turim em Amares, e no reforço da Network que envolve mais cinco universidades europeias e a Rede Académica de Ciências da Saúde dos Países Lusófonos.​

Por sua vez, André Ribeiro, vice-presidente da AEISAVE, desafiou os caloiros a pedir todo o apoio para os seus problemas e a “aproveitar a qualidade do ensino do ISAVE”.​

“Sinto-me em casa, de corpo e alma entregues a este projeto” — disse o presidente da Câmara Municipal de Amares, disponível “para apoiar esta escola que é boa para Amares, pois o futuro do concelho passa por aqui”. Manuel Moreira agradeceu a “boa integração do ISAVE na comunidade” concluindo que “o triunfo do ISAVE é o sucesso de Amares”.​

O Presidente do Conselho de Direção, João Luís Nogueira agradeceu a disponibilidade dos presentes, lembrando que “são poucos os naturais de Amares no ISAVE, mas somos muitos em Amares”.​

João Luís Nogueira saudou o esforço da AEISAVE e prometeu todo o apoio da Direção para as suas atividades, que não devem incluir “praxes de escárnio ou de humilhação, mas sim de integração, ajuda e integração dos mais novos”.​

“Os vossos pais investem muito em vós e tendes de saber honrar esta herança que os vossos pais vos deixam” — prosseguiu João Luís Nogueira, argumentando que os mais competentes são os mais humildes, solidários e pessoas de palavra honrada. Puxai as vossas competências (científicas e humanas) para cima de modo a fazer ombrear o ISAVE com as melhores universidades. Deveis exigir da escola o melhor serviço e melhor competência de forma a constituir uma comunidade forte e interventiva que aproveita as boas vontades e parcerias”.​

Quanto aos novos alunos, o presidente do Conselho de Direção revelou que, “pela primeira vez em cinco anos, passamos os dois dígitos. São mais de cem os novos alunos” com uma “capacidade maior que a nossa, pois não fomos capazes de criar uma sinalização a indicar onde fica o ISAVE, em Amares”.​

João Luís Nogueira lamentou a falta de instalações e o adiamento de obras que permitam ao ISAVE crescer e implementar a nova licenciatura aprovada: Dietética e Nutrição. “Não queremos formação de papel e lápis e precisamos de infraestruturas, laboratórios, etc. Temos de procurar parceiros melhores porque nós somos do tamanho das nossas parcerias”.​

A sessão solene de abertura do novo ano letivo no Instituto Superior de Saúde — ISAVE — teve como momento alto uma Conversa com o Professor Doutor Luís Saboga Nunes, sobre “Literacia para a Saúde”, numa intervenção poderosa, consistente e extremamente interessante para a comunidade do ISAVE.​

Luís Saboga Nunes é investigador do Centro de Investigação em Saúde Pública, Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa, e tem-se dedicado ao estudo da saúde e da educação.​

Saboga Nunes lançou alguns alertas sobre a sustentabilidade ambiental, social e cultural que implicam convivência, mediação, tolerância e pluralismo de modo a que os futuros licenciados sejam felizes, não se deixem dobrar pelo falhanço que gera cansaço e “burn out” que conduz tantos profissionais de saúde ao suicídio.​

No encerramento desta sessão, o Tuna Académica do ISAVE – Isatuna – fez uma pequena atuação festiva, que antecedeu o almoço volante, preparado e servido pelos alunos e docentes dos Cursos de Restauração da EPATV.

 

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