fisioterapia 90 por cento empregados

Durante dois dias (8 e 9 de Julho), dez estudos científicos deram corpo e debate às IX Jornadas de Fisioterapia protagonizadas por alunos do 4.º ano no Instituto Superior de Saúde (ISAVE), em Amares, na disciplina de Educação Clínica III. Noventa por cento destes finalistas da Licenciatura de Fisioterapia do ISAVE, já estão empregados antes de acabarem o curso. A revelação foi feita pelo Diretor da Licenciatura, após uma manhã de apresentação de estudos de casos reais, marcada pela nostalgia dos professores Gilvan Pacheco e Sílvia Xavier ao vê-los partir.

O Diretor da Licenciatura em Fisioterapia, prometeu aos novos profissionais toda a colaboração do ISAVE a “quem quiser continuar a investigação científica e na nova etapa da vossa vida”.

 

Emocionado, Gilvan Pacheco pediu aos finalistas que “abram outras portas, com humildade, e saibam, sempre, ouvir os doentes. Ides muito longe se mantiverdes o nível de dedicação, de trabalho e de saber aquilo que vós conseguistes aqui, durante quatro anos”.

No final, das provas, Gilvan Pacheco esclareceu que eles vieram “mostrar os últimos dois meses e meio de trabalho real em que praticaram tudo o que aprenderam nesta escola. Já têm vivência de várias experiências reais num nível maior de trabalho. Foram espetaculares e excelentes os trabalhos que nos apresentaram.”

“Noventa por cento deles estão a trabalhar, temos uma aluna que foi estagiar em Barcelona e ficou lá a trabalhar, os outros tiveram a alegria de ter várias propostas de trabalho e muitos foram absorvidos no próprio estágio” — assegurou o Diretor da Licenciatura em Fisioterapia que não se coibiu de afirmar que esta “foi uma turma ímpar”.

Enquanto alguns finalistas abandonavam a “sala 4” em lágrimas, a Professora Sílvia Xavier — que coordenou todos os estágios externos — destacava as “vantagens para o ISAVE na melhoria da investigação que eles fizeram e é nossa perspetiva que muitos alunos vão atingir níveis de excelência. O eco dos estágios é espetacular, com notas extremamente altas dadas pelas instituições que os acolheram, e isso reflete-se em termos profissionais”.

As IX Jornadas de Fisioterapia do ISAVE fecharam com os relatórios Cristiana Filipa Lopes, Daniela Pinto, João Pereira, Lucas Oliveira e Maria João Oliveira, numa manhã em que a presidente do ISAVE, Mafalda Duarte, esteve presente.

A primeira relatou a sua experiência numa acção de fisioterapia numa lesão vértebro-medular enquanto a segunda apresentou o seu trabalho num pós-operatório a um carcinoma pulmonar. João Pedro Pereira mostrou a sua intervenção numa cervicobraquialgia e Lucas Fernandes de Oliveira mostrou a terapia numa doença auto-imune, Lupus erimatoso sistémico. Finalmente, Maria João Oliveira mostrou o que se pode fazer para reabilitar um doente após uma tumorectomia. Estes estágios foram efetuados em instituições públicas e privadas de saúde (Hospitais e Clínicas) de Braga, Guimarães, Famalicão, Felgueiras, nomeadamente.

Um a um, os estudantes finalistas colocaram em confronto técnicas diversas no âmbito da fisioterapia, acompanhadas de um relatório científico sobre a experiência concreta de tratamento de lesão, fratura ou pós-operatório, seguindo-se sempre um intenso debate.

Estas Jornadas abriram com um caso de Fisioterapia na Paramiloidose familiar, por Alexandra Tinoco, tratado no Hospital de Famalicão, prosseguindo com a apresentação de um tratamento de Síndrome Guillain Barré, no Hospital de Braga, por Alexandra Monteiro.

A Andreia Forte coube a oportunidade de viver um caso de paralisia cerebral, desenvolvido na Associação de Paralisia Cerebral de Braga, ao passo que Catarina Castro mostrou o seu trabalho prático e científico sobre uma fisioterapia de uma septuagenária pós Acidente Vascular Encefálico hemorrágico, no Hospital Agostinho Ribeiro, em Felgueiras.

A primeira parte destas IX Jornadas de Fisioterapia encerrou com o trabalho de Cláudia Francisco numa fratura de úmero esquerdo e artoplastia de anca esquerda.