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O Presidente Conselho de Direção do ISAVE desafiou hoje as escolas, professores, alunos, pais e autarquia de Esposende a aderir ao mercado do Quilómetro Zero que oferece produtos frescos para os consumidores numa relação mais ética entre produtor e consumidor, sem intermediários, conservantes e produtos químicos.

Neste sistema – com sucesso em vários pontos do Planeta, os produtores moram, no máximo, a cinco ou 10 quilômetros do mercado onde colocam os seus legumes, hortaliças e produtos.

João Luís Nogueira falava na sessão de abertura do II Seminário Literacia em Saúde, no Centro de Informação Turística de Esposende, organizado pelo Município de Esposende em colaboração com o Centro Interdisciplinar em Ciências da Saúde (CICS) do ISAVE – Instituto Superior de Saúde.

 

A iniciativa enquadra-se no Plano Municipal de Promoção da Saúde, orientado para a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida das populações e contou com intervenções da Presidente do ISAVE, Mafalda Duarte, da representante do ACES Cávado III - Barcelos/Esposende, Adriana Taveira, e da vice-presidente da Câmara Municipal de Esposende, Alexandra Roeger.

João Luís Nogueira evocou esta parceria com o Município de Esposende como a “mais perfeita que podemos ter” que permitiu partilhar conhecimentos e práticas que sensibilizaram gestores das cantinas escolares, professores e pais”.

O Presidente do Conselho de Direção do ISAVe deseja que estas iniciativas possam “contaminar os pais e os alunos para este tema” que a equipa do ISAVE partilha com a comunidade regional onde se insere.

A estratégia do Km zero “valoriza a economia local e desempenha uma tarefa social com qualidade e menores custos dos alimentos”, sendo também um “incentivo a ementas locais que valorizam o trabalhoem rede. Estando ligado á saúde, que depende de uma alimentação saudável, este é um projeto de grande dimensão social” — concluiu João Luís Nogueira.

Mafalda Duarte acentuou a vertente de investigação que o ISAVE “proporciona nos vetores do desenvolvimento em saúde e serviços”, de que este seminário é um bom exemplo na medida em que a literacia e a saúde estão hoje interligados.

Tendo em conta que 60% dos portugueses têm níveis baixos de literacia, a Presidente do ISAVE sustentou que a iliteracia contribui para altas taxas de hospitalização, comportamentos de risco e aumenta os custos com a Saúde”.

Mafalda Duarte definiu como “excelente a parceria com a Câmara Muicipal de Esposende” que permitiu ao CICS do ISAVE avaliar a qualidade das ementas escolares no ano passado e continua com três novos projetos: “avaliação do sal nas ementas escolares, os seus efeitos nos indicadores de saúde e a avaliação das patologias mais frequentes”.

Num primeiro painel, moderado pela presidente do ISAVE, foram abordadas “Práticas e Estratégias Nacionais e Locais de Literacia em Saúde”, com Joaquim Barbosa, Presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Maria Maior a dissecar o tema do “Impacto da (i)literacia no modelo local de prestação de cuidados de saúde” e Adriana Taveira, Enfermeira especialista do ACES Barcelos/Esposende falou sobre “A Literacia que se vai semeando nos cuidados de saúde primários”.

Luis Saboga Nunes, docente da Escola Nacional de Saúde Pública, relativa ao projeto ESLiSa - Incrementando no Ensino Superior a Literacia para a Saúde encerrou a manhã com uma palestra sobre a falência do Homo Sapiens (Homem sábio) e a criação urgente do Homo Salus (homem saudável).

Da parte de tarde, e num segundo painel sobre “Investigação em Literacia em Saúde”, foram apresentados projetos desenvolvidos no país e diretamente relacionados com a Literacia em Saúde. Gisele Câmara, docente da Escola Nacional de Saúde Pública, apresentou o projeto “Papa Bem: promovendo a literacia em saúde para prevenção da obesidade infantil”; Hernâni Zão, do Laboratório de Criação para a Literacia em Saúde da Universidade do Porto, falou sobre “Storytelling e a inovação tecnológica na literacia em saúde”; António Manuel Marques, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal, centrou a sua intervenção sobre “Saberes leigos e literacia em saúde”; e Isabel Loureiro, docente da Escola Nacional de Saúde Pública, definiu “O papel dos Municípios na promoção da literacia em saúde”.

Esta iniciativa do ISAVE e da Câmara de Esposende assume particular relevância na medida em que a literacia em saúde é fundamental na tomada de decisões e na obtenção de melhores resultados em saúde.