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“A qualidade  e diversidade das refeições servidas nas cantinas escolares do concelho de Esposende são excelentes” — garantiu hoje o prof. João Silva, docente do Instituto Superior de Saúde (ISAVE) ao apresentar os resultados de um estudo efectuado por esta Escola de Ensino Superior, com sede em Amares. Curiosa é alguma escassez de pescado nas ementas escolares num concelho marítimo mas não diminui o excelente resultado final.

Este docente do ISAVE falava no encerramento do seminário celebrou o Dia Mundial da Alimentação, dinamizado pelo Município de Esposende, em colaboração com o ISAVE – Instituto Superior de Saúde e o ACES Barcelos/Barcelos, sobre  “Estratégias para a promoção de uma alimentação saudável em contexto escolar”.

Na sessão de abertura, a Prof. Mafalda Duarte — Presidente do ISAVE — destacou a necessidade de formar os pais para uma alimentação saudável, elogiou o estudo, desejando que seja “um primeiro de muitos frutos da parceria com o Município de Esposende” em mais uma página da vida do Centro Interdisciplinar de Ciências da Saúde do ISAVE, agradecendo a “predisposição dos municípios em aproximar-se da academia “.

Da parte do ISAVE, também representado pelo dr. João Luís Nogueira, a Presidente manifestou a disponibilidade para incrementar esta “responsabilidade social e comunitária de promover comportamentos saudáveis”.

 O prof. João Silva, depois de apresentar a metodologia deste trabalho científico — que analisou mais de duas centenas de fichas de refeições e a sua adequação ao Sitema de Planeamento e Avaliação das Refeições Escolares (SPARE) — concluiu que a diversidade de ementas permite que uma ementa apenas seja repetida ao fim de três meses, enquanto os idosos e vegetarianos, uma receita apenas se repete de dois em dois meses, o que dá a Esposende uma percentagem de cem por cento na diversidade. A mesma nota é atribuída “na qualidade das sopas”, na utilização de “cereais e tubérculos” e também nos produtos hortícolas e leguminosas. A nota máxima é dada também à qualidade das sobremesas.

Não é preocupante, mas o Estudo do ISAVE — ao atribuir nota 79% à distribuição de carnes, pescado e ovos — aponta para a necessidade de reforçar em um dia o pescado no prato principal, em detrimento da carne. Este número contribui para baixar a nota da qualidade em dez pontos (90%) de adequação ao SPARE.

O mesmo estudo  destaca que o VET (Valor energético) está ligeiramente acima dos parâmetros, assim como os lípidos, embora o índice de proteína seja “mais problemático” pela falta do pescado, o que não impede que os Hidratos de Carbono tenham nota positiva devido aos valores “ajustados”.

A vice-presidente, Alexandra Carvalho Roeger, saudou os participantes que encheram o auditório do Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende, na sua maioria estudantes ou técnicos da área da saúde.

Esta iniciativa é uma das várias que a Câmara Municipal desenvolve na perspetiva de que a aquisição de hábitos e estilos de vida saudáveis e o estudo foi considerado pioneiro entre os municípios portugueses pelo nutricionista Luís de Matos que apresentou uma palestra sobre “A alimentação saudável em contexto escolar: uma dificuldade ou um desafio?” Este técnico defende a diminuição do pão ao almoço e considera que “o iogurte na sobremesa conflitua com o ferro que é fornecido pelos outros alimentos”.

Filipa Sommerfeldt Fernandes, terapeuta de sono infantil e autora dos livros “10 Histórias Para Comer Sem Birras” e “Comer Sem Birras”, iniciou os trabalhos após a sessão de abertura que contou com intervenções da Diretora Executiva do ACES Barcelos/Esposende, Sofia Leal, e da Presidente do ISAVE – Instituto Superior de Saúde.

 

 

  

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